Antífona da entrada
Cf. Sl 80,17
O Senhor os alimentou com a flor do trigo
e com o mel do rochedo os saciou.
quinta-feira, 04 de junho de 2026
9ª Semana
Ciclo exibido
Celebração própria, sem filtro de ciclo.
Textos litúrgicos apresentados na ordem celebrativa.
Cf. Sl 80,17
O Senhor os alimentou com a flor do trigo
e com o mel do rochedo os saciou.
Senhor Jesus Cristo,
neste admirável sacramento
nos deixastes o memorial da vossa paixão;
dai-nos venerar de tal modo
o sagrado mistério do vosso Corpo e Sangue,
que experimentemos continuamente
os frutos da vossa redenção.
Vós, que sois Deus,
e viveis e reinais com o Pai,
na unidade do Espírito Santo,
por todos os séculos dos séculos.
Deu-te um alimento, que nem tu nem teus pais conhecíeis.
Leitura do Livro do Deuteronômio 8,2-3.14b-16a
Moisés falou ao povo, dizendo:
Lembra-te de todo o caminho
por onde o Senhor teu Deus te conduziu,
esses quarenta anos, no deserto,
para te humilhar e te pôr à prova,
para saber o que tinhas no teu coração,
e para ver se observarias ou não seus mandamentos.
Ele te humilhou, fazendo-te passar fome
e alimentando-te com o maná
que nem tu nem teus pais conheciam,
para te mostrar que nem só de pão vive o homem,
mas de toda a palavra que sai da boca do Senhor.
Não te esqueças do Senhor teu Deus
que te fez sair do Egito da casa da escravidão,
e que foi teu guia no vasto e terrível deserto,
onde havia serpentes abrasadoras,
escorpiões, e uma terra árida e sem água nenhuma.
Foi ele que fez jorrar água para ti da pedra duríssima,
e te alimentou no deserto com maná,
que teus pais não conheciam.
Palavra do Senhor.
Sl 147,12-13.14-15.19-20 (R. 12)
R. Glorifica o Senhor, Jerusalém;
celebra teu Deus, ó Sião!
Ou: Aleluia, Aleluia, Aleluia.
Glorifica o Senhor, Jerusalém!*
Ó Sião, canta louvores ao teu Deus!
Pois reforçou com segurança as tuas portas,*
e os teus filhos em teu seio abençoou. R.
A paz em teus limites garantiu *
e te dá como alimento a flor do trigo.
Ele envia suas ordens para a terra,*
e a palavra que ele diz corre veloz. R.
Anuncia a Jacó sua palavra,*
seus preceitos suas leis a Israel.
Nenhum povo recebeu tanto carinho,*
a nenhum outro revelou os seus preceitos. R.
Uma vez que há um só pão, nós, embora muitos, somos um só corpo.
Leitura da Primeira Carta de São Paulo aos Coríntios 10,16-17
Irmãos:
O cálice da bênção, o cálice que abençoamos,
não é comunhão com o sangue de Cristo?
E o pão que partimos,
não é comunhão com o corpo de Cristo?
Porque há um só pão,
nós todos somos um só corpo,
pois todos participamos desse único pão.
Palavra do Senhor.
Sequência
(Na forma mais longa; ou na forma abreviada, a partir de: ** Eis o pão ...)
Terra, exulta de alegria,
louva teu pastor e guia
com teus hinos, tua voz!
Tanto possas, tanto ouses,
em louvá-lo não repouses:
sempre excede o teu louvor!
Hoje a Igreja te convida:
ao pão vivo que dá vida
vem com ela celebrar!
Este pão, que o mundo o creia!
por Jesus, na santa ceia,
foi entregue aos que escolheu.
Nosso júbilo cantemos,
nosso amor manifestemos,
pois transborda o coração!
Quão solene a festa,
o dia, que da santa Eucaristia
nos recorda a instituição!
Novo Rei e nova mesa,
nova Páscoa e realeza,
foi-se a Páscoa dos judeus.
Era sombra o antigo povo,
o que é velho cede ao novo:
foge a noite, chega a luz.
O que o Cristo fez na ceia,
manda à Igreja que o rodeia
repeti-lo até voltar.
Seu preceito conhecemos:
pão e vinho consagremos
para nossa salvação.
Faz-se carne o pão de trigo,
faz-se sangue o vinho amigo:
deve-o crer todo cristão.
Se não vês nem compreendes,
gosto e vista tu transcendes,
elevado pela fé.
Pão e vinho, eis o que vemos;
mas ao Cristo é que nós temos
em tão ínfimos sinais...
Alimento verdadeiro,
permanece o Cristo inteiro
quer no vinho, quer no pão.
É por todos recebido,
não em parte ou dividido,
pois inteiro é que se dá!
Um ou mil comungam dele,
tanto este quanto aquele:
multiplica-se o Senhor.
Dá-se ao bom como ao perverso,
mas o efeito é bem diverso:
vida e morte traz em si...
Pensa bem: igual comida,
se ao que é bom enche de vida,
traz a morte para o mau.
Eis a hóstia dividida...
Quem hesita, quem duvida?
Como é toda o autor da vida,
a partícula também.
Jesus não é atingido:
o sinal é que é partido;
mas não é diminuído,
nem se muda o que contém.
**
Eis o pão que os anjos comem
transformado em pão do homem;
só os filhos o consomem:
não será lançado aos cães!
Em sinais prefigurado,
por Abraão foi imolado,
no cordeiro aos pais foi dado,
no deserto foi maná...
Bom pastor, pão de verdade,
piedade, ó Jesus, piedade,
conservaí-nos na unidade,
extingui nossa orfandade,
transportai-nos para o Pai!
Aos mortais dando comida,
dais também o pão da vida;
que a família assim nutrida
seja um dia reunida
aos convivas lá do céu!
Jo 6,51
R. Aleluia, Aleluia, Aleluia.
V. Eu sou o pão descido do céu;
quem deste pão come, sempre há de viver!
Minha carne é verdadeira comida e o meu sangue, verdadeira bebida.
Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo João 6,51-58
Naquele tempo:
disse Jesus às multidões dos judeus:
'Eu sou o pão vivo descido do céu.
Quem comer deste pão viverá eternamente.
E o pão que eu darei
é a minha carne dada para a vida do mundo'.
Os judeus discutiam entre si, dizendo:
'Como é que ele pode dar a sua carne a comer?'
Então Jesus disse:
'Em verdade, em verdade vos digo,
se não comerdes a carne do Filho do Homem
e não beberdes o seu sangue,
não tereis a vida em vós.
Quem come a minha carne
e bebe o meu sangue
tem a vida eterna,
e eu o ressuscitarei no último dia.
Porque a minha carne é verdadeira comida
Quem come a minha carne e bebe o meu sangue
permanece em mim e eu nele.
Como o Pai, que vive, me enviou,
e eu vivo por causa do Pai,
assim o que me come viverá por causa de mim.
Este é o pão que desceu do céu.
Não é como aquele que os vossos pais comeram.
Eles morreram.
Aquele que come este pão viverá para sempre.'
Palavra da Salvação.
Senhor, nós vos pedimos,
concedei benigno à vossa Igreja os dons da unidade e da paz,
misticamente simbolizados por estas oferendas.
Por Cristo, nosso Senhor.
Jo 6,56
Quem come a minha carne e bebe o meu sangue,
permanece em mim e eu nele, diz o Senhor.
Concedei-nos, Senhor,
a participação eterna na vossa divindade
que, no tempo presente,
é prefigurada na comunhão do vosso precioso Corpo e Sangue.
Vós que viveis e reinais pelos séculos dos séculos.